Inspiração e vitória contra a ansiedade

Inspiração e vitória contra a ansiedade

Hoje gostaria de compartilhar com vocês a história do Felipe, um rapaz que participou do grupo de alunos do curso Protocolo 7, que realizei do dia 15 ao dia 21 de abril.

Quando aconteceu o curso, a vida de Felipe estava de cabeça para baixo. Ele havia terminado um relacionamento fazia 4 anos, sendo que sua ex-companheira somente o humilhava.

Com isso, ele havia começado a ter ataques de ansiedade sempre que precisava conversar com alguma mulher. E, para seu azar, ele trabalha como gerente de cosméticos em uma grande loja de São Paulo, o que inevitavelmente o coloca em diálogo constante com mulheres.

Era só precisar falar com uma mulher que o problema surgia: instantaneamente ele começava a suar demais, seu coração disparava de uma maneira tão rápida que parecia que ia explodir seu peito e, para piorar, as extremidades de seu corpo ficavam geladas.

Com o passar do tempo, Felipe começou a desenvolver manchas vermelhas na pele. Foi ao dermatologista, mas este disse que sua pele estava saudável e que as manchas deviam ser decorrência da ansiedade.

Decisão de realizar o Protocolo 7

Assim que viu o anúncio do curso, Felipe foi um dos primeiros a se matricular. Ao fazê-lo, contou que não queria perder a oportunidade e disse que, se estava sujeito a tomar remédios, “o que de mal aconteceria se praticasse algumas ‘técnicas’”.

Comentei com ele que essas técnicas poderiam transformar sua vida. Expliquei que elas iriam ajudá-lo a controlar as crises ou até mesmo evitá-las, e que eram a porta de entrada de outras técnicas, isso para um tratamento completo. Mas apostei que estas já iriam trazer grandes resultados para ele.

O curso dura sete dias, uma semana completa. Já na segunda-feira apresentei a respiração diafragmática e Felipe me enviou uma mensagem para tirar algumas dúvidas em relação ao procedimento. Perguntou se era normal ter dificuldade de concentração para realizar a tarefa e eu disse que sim. Como era uma atividade de controle de respiração, seu sistema de alerta da ansiedade provavelmente iria dificultar o procedimento por ser algo novo e desconhecido. Mas expliquei que era importante ele realizar a tarefa.

Reencontro e superação

No decorrer da semana, Felipe leu as técnicas, mas não me deu nenhum feedback, nem positivo, muito menos negativo. Quando chegou o domingo, enviei a última tarefa e agradeci pelo voto de confiança. Foi quando veio a melhor surpresa de todas.

Felipe comentou que, através da atividade de descrever algumas memórias, ele relembrou fatos com sua ex-namorada que foram fundamentais para que ele a chamasse para conversar e acertar as pontas.

Ele disse que, no meio dessa conversa, teve uma sensação de que iria começar uma crise de ansiedade, porém, sem que sua ex-namorada percebesse, ele praticou a respiração e evitou que a crise o atingisse.

Após a conversa, ele finalmente sentiu que botou um fim em todos os assuntos relacionados ao passado. Contou-me também que, naquele domingo, tinha sido convidado para um churrasco de alguns colegas de trabalho e estava pensando em ir.

Fiquei muito feliz. Aconselhei que ele comparecesse, sim, à festa, e fosse gradativamente conversando com as pessoas. E, quando se sentisse mais confortável, puxasse assunto com as mulheres presentes.

Entre amigos

O tempo passou e Felipe não deu mais sinal de vida. Isso até o dia em que decidi abrir uma nova turma do Protocolo 7, que iniciaria no dia 6 de maio.

Ao ver a publicação, Felipe me enviou uma foto que o mostrava em uma mesa, rodeado de amigos e amigas, fazendo um happy hour e, junto, a seguinte mensagem:

“Muito obrigado. Finalmente consigo me sentar à mesa com pessoas conhecidas e desconhecidas e não ficar com medo de dar vexame. Você mudou minha vida, e quero conhecer e praticar todas as outras técnicas que você comentou. Eu quero que essa sensação se espalhe em todos os momentos da minha vida.”

Ao receber essa mensagem, uma sensação de satisfação correu meu corpo inteiro e me deu muito mais vontade de trabalhar com o segundo grupo do Protocolo 7.

Felipe às vezes me envia algumas mensagens quando algo bacana acontece com ele. Continua colocando em prática as técnicas ensinadas e, desde então, não tem sofrido mais com ansiedade.

Recentemente me contou que as manchas em sua pele estão quase apagadas e que sua vida tem melhorado muito. Vez ou outra, ele me cobra sobre mais técnicas, e sempre lembra que o avanço que teve em uma semana com técnicas psicológicas ele não havia conseguido durante meses de medicação, pois ela controlava alguns sintomas, nunca todos, e mesmo assim seu medo era constante.

Conquistas como a de Felipe me motivam a cada vez mais buscar maneiras e métodos comprovados para ajudar aqueles que necessitam. É isto que sempre busquei durante toda minha ação profissional (5 anos): encontrar maneiras de atuação que pudessem trazer melhora aos pacientes.

Às vezes, conversando com eles, comento que me considero um colecionador de histórias, que meu objetivo é colecionar a história deles, que um dia não tiveram esperança, mas que, com o passar do tempo, tiveram a vida transformada. E esta deve ser a coisa mais maravilhosa da minha profissão de psicólogo: saber que, em vários momentos, eu fiz a diferença para alguém.

Deixe uma resposta